Ao longo dos últimos anos, a UFRN tem investido no estabelecimento de um núcleo de excelência em bioinformática através do recrutamento de docentes com reconhecida capacidade na área. O estabelecimento do Instituto do Cérebro propiciou o recrutamento de alguns grupos que trabalham na interface das ciências da computação e da neurociência. O Dep. de Bioquímica da UFRN também recrutou o prof. João Paulo Matos, um representante da segunda geração da bioinformática no Brasil e que já havia participado como discente do programa Lato Sensu de bioinformática no LNCC. Em 2012, o Instituto do Cérebro recrutou o Prof. Sandro José de Souza, um dos pioneiros da área no Brasil. Mais recentemente, três jovens bioinformatas foram recrutados pelo Dep. de Bioquímica da UFRN (Prof. Rodrigo Dalmolin, com experiência em biologia de sistemas) e pelo Instituto Metrópole Digital (Prof. Jorge Estefano de Souza com sólida produtividade na análise de dados de sequenciamento e Prof. César Renno Costa com experiência na área de modelagem de sistemas biológicos). O IMD também recrutou (através de um remanejamento de outra IES) o Prof. Daniel Sabino, com experiência em bioinformática.

No início de 2014, discussões entre o Prof. Sandro José de Souza e o Prof. José Ivonildo do Rêgo (diretor do IMD e ex-reitor da UFRN) levaram ao estabelecimento de uma ênfase em Bioinformática no curso de Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), mantido pelo IMD. As primeiras disciplinas da ênfase de bioinformática estão sendo oferecidas no primeiro semestre de 2016. Contribuiu também para o estabelecimento da bioinformática como prioritária dentro da UFRN a aprovação do projeto “Biologia Sistêmica do Câncer” (BSC) sob o edital de Biologia Computacional da Capes (edital 051/2013). A rede BSC é coordenada pelo Prof. Sandro J. de Souza e conta com cerca de vinte docentes em equipes na UFRN, UFMG, USP e Fundação Antonio Prudente, além de pesquisadores estrangeiros na UCSD e University of Heildelberg.

A possibilidade do estabelecimento de um programa de pós-graduação em Bioinformática surgiu de discussões internas na UFRN envolvendo vários docentes mencionados acima, além do Prof. José Ivonildo do Rêgo (diretor do IMD), Prof. Edna Maria da Silva (na época, pró-reitora de pós-graduação) e a própria reitora, Prof. Ângela Cruz. O Programa de Pós-Graduação em Bioinformática da UFRN foi aprovado no final de 2015 com nota 5 tanto para o mestrado como para o doutorado. No final de 2015, foi também criado o BioME (Bioinformatics Multidisciplinary Environment), o núcleo de bioinformática que agrega todo o expertise na área dentro da UFRN. No início de 2016, a UFRN cedeu uma área de 600m2 para o BioME. A disponibilidade de espaço, de programas de formação de recursos humanos e de uma infraestrutura computacional de alto desempenho no IMD levou ao estabelecimento do CMB-UFRN. Concluiu-se que o estabelecimento de um centro multiusuário de bioinformática e prestador de serviços iria alavancar os projetos acadêmicos da UFRN e entorno além de também propiciar ao setor produtivo um centro de excelência em uma área crítica da biotecnologia.